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La Boca, em Buenos Aires

É uma metrópole surpreendente que parece um pouco com a Europa, mas com um afiado quê latino-americano. Os porteños são apaixonados, teimosos e – uma vez que você ultrapasse sua fachada durona – muito simpáticos. A cidade é o tipo de lugar que faz os viajantes se apaixonarem, sonharem com ele e para lá se mudarem. Se você está indo para Buenos Aires e ainda não sabe o que conhecer por lá, fique de olho nas nossas dicas!

 

Conheça a Plaza del Congreso

Foto por: ©Anton_Ivanov/Shutterstock

 

Na extremidade oeste da Av. de Mayo encontra-se a Plaza del Congreso, onde famílias se divertem alimentando os pombos. O Monumento a los Dos Congresos homenageia os congressos de 1810 em Buenos Aires e de 1816 em Tucumán, que levaram à independência da Argentina. As enormes escadarias de granito simbolizam os Andes, e a fonte na base do monumento representa o Oceano Atlântico. A oeste da praça encontra-se o colossal Palacio Del Congreso, adornado com o domo verde.

Após custar o dobro do planejado, o Palacio del Congreso criou um precedente para os edifícios públicos na Argentina contemporânea. Inspirado no Capitólio de Washington e coroado por um domo de 85 metros, o palácio foi concluído em 1906. É possível fazer visitas ao interior do Congreso com guia em inglês e espanhol. Entre pela Hipólito Yrigoyen, no 1849, e não esqueça o documento de identidade.

 

Aproveite a Plaza de Mayo

Foto por: ©Anton_Ivanov/Shutterstock

 

Assim como o tango e dulce de leche, os protestos de rua são um passatempo bem conhecido dos portenhos. Se a cidade está prosperando ou passando por uma crise, a menos que haja uma lei marcial, alguém estará nas ruas protestando contra alguma coisa. A Plaza de Mayo tem sido o ponto focal das manifestações nos últimos tempos.

As vozes mais conhecidas da dissidência são as famosas Madres de la Plaza de Mayo (Mães da Plaza de Mayo). Em 30 de abril de 1977, 14 mães cujos filhos desapareceram na Guerra Suja marcharam na Plaza de Mayo, exigindo saber o que havia acontecido com seus filhos desaparecidos. O governo militar as dispensou, alegando que eles haviam simplesmente mudado de país, mas as mulheres continuaram a marchar com seus icônicos lenços brancos toda quinta-feira. Elas desempenharam um papel histórico fundamental como o primeiro grupo a se opor abertamente aos militares e abriram as portas para os protestos posteriores. Em 1986, as Madres se dividiram em dois grupos. A Asociación Madres de Plaza de Mayo anunciou que iria parar de participar de la marcha de la resistencia na Plaza de Mayo. O outro grupo, Madres de Plaza de Mayo Línea Fundadora, ainda faz protestos toda quinta.

Mesmo em 1996, quando a economia ia bem e o país estava sob o controle civil, uma série de protestos eclodiu contra a corrupção e a reforma na política de pensões. Idosos atiraram ovos em prédios do governo e foram perseguidos por caminhões com canhões de água. Os protestos após o colapso econômico de 2001 foram particularmente turbulentos. Milhares de pessoas – das áreas mais pobres e também de bairros de classe média – espontaneamente se reuniram em parques públicos de Buenos Aires. Aos gritos de “¡Que se vayan todos!”(“Fora todos”), eles batiam panelas e frigideiras, um ato conhecido como cacerolazo. Tanto o ministro da economia quanto o presidente finalmente cederam, e alguns dos políticos que não haviam fugido do país foram agredidos nas ruas.

Há ainda protestos ocasionais na Plaza de Mayo, seja contra o preço da carne e do tomate ou contra o fechamento de um hospital. Eles são sempre barulhentos, mas hoje em dia são geralmente pacíficos.

 

Explore La Boca

Foto por: ©katierathkey/Budget Travel

 

A caminho de La Boca, repare na Casa Amarilla, situada na altura do número 400 da principal via, a Av. Almirante Brown. Ela é uma réplica da casa de campo do almirante Brown, o fundador irlandês da Marinha argentina. Três quarteirões adiante (olhe para a curva à esquerda), você verá a curiosa estrutura gótica chamada Torre Fantasma. Ao chegar ao Riachuelo, saia do ônibus ou táxi e percorra os últimos quarteirões a pé. Observe a Puente Nicolás Avellaneda, que atravessa o Riachuelo, ligando La Boca ao subúrbio industrial de Avellaneda – antes da construção dessa ponte, em 1940, enchentes haviam levado várias outras. Desse local, siga pela margem do rio até El Caminito.

As principais atrações de La Boca – museus, lojas, restaurantes, o estádio La Bombonera – tudo fica a poucos quarteirões de El Caminito. Não há por que se aventurar fora das áreas turísticas do bairro, já que há casos de roubos de câmeras de turistas distraídos. Seja discreto, fique nas ruas mais movimentadas e não terá problemas. O prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, é de La Boca e tem feito esforços para desenvolver atrações, como a Usina del Arte, e melhorar o bairro. Seu plano final é urbanizar a via Pedro de Mendoza, que liga Puerto Madero a La Boca.

O símbolo que une a comunidade é o time de futebol Boca Juniors, equipe em que atuou o genial e hoje decadente Diego Maradona. O time joga no estádio La Bombonera, que fica a apenas quatro quarteirões do Riachuelo na direção do centro e contém um museu com detalhes sobre os jogadores e o sucesso do Boca. Do museu, é possível dar uma olhadinha no estádio.

 

Esta matéria faz parte do guia Buenos Aires 2ª edição, da Lonely Planet Brasil

Este artigo foi publicado em Dezembro de 2015 e foi atualizado em Dezembro de 2015.

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