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Uma viagem dos sonhos para amantes da arte

Uma viagem dos sonhos para amantes da arte

Então você quer ver o Louvre, o Metropolitan, o Hermitage. Ok. Você pode percorrer o globo visitando os melhores museus do mundo, mas para um verdadeiro ataque de arte, busque o ar livre.

Um olhar de relance na Mona Lisa através duma multidão não é nem de perto tão satisfatório quanto, digamos, uma volta pelas próprias ruas que outrora inspiraram o mestre holandês Vincent van Gogh ou um gostinho do Taiti de Gaugin. Que tal uma viagem dos sonhos para amantes da arte que tire você do museu e o faça visitar os lugares que foram inspiração para essas obras de arte?

Arles, França

Bom, Paris tem aquela famosa dama com o sorriso enigmático, mas a charmosa cidade de Arles, na Provença, levou o pós-impressionista Vincent van Gogh a pintar duzentas telas em apenas 15 meses. Uma caminhada pelas ruas estreitas e sinuosas cheias de casas coloridas parece uma jornada por uma das suas pinturas deslumbrantes.

Faça o “Van Gogh Trail”, um passeio auto-guiado pelos lugares onde Van Gogh armou seu cavalete, incluindo o ponto que escolheu antes de pintar Noite estrelada sobre o Ródano. E não perca o Monastère St-Paul de Mausole, o regúfio onde, em 1889, Van Gogh abrigou-se e produziu outras 150 obras.

Barcelona, Espanha

Barcelona é vanguardista em arte, arquitetura e estilo desde o final do século XIX, e o gênio excêntrico Antoni Gaudí abarcava todas as três categorias.

Gaudí e seus amigos modernistas deixaram uma marca indelével na cidade. As obras obrigatórias incluem a fantástica Casa Batlló, a ondulada Casa Milà (também conhecida como La Pedrera) e seu trabalho mais famoso, La Sagrada Família – uma catedral inspirada e incompleta que busca os céus e deixa os visitantes reverentes.

Bristol, Inglaterra

Bristol? Sim, Bristol! O grafiteiro de guerrilha Bansky – sua verdadeira identidade é um segredo bem guardado – deixou sua marca subversiva em vários lugares, mas o melhor destino para ver um dos seus murais em estêncil é esta cidade ligada à pirataria do século 19. Melhor ainda: especula-se que Banksy seja natural de lá.

Procure pelo seu notório estêncil de um triângulo amoroso (mostrando um marido furioso, uma esposa traidora e um homem nu pendurado numa janela) na Park Street, assim como o estêncil ao lado do barco-clube Thekla na Cheltenham Road, onde você encontrará o famoso Thekla Bar, na área da Mud Dock.

Cidade do México

Escoando cor e energia, a geralmente mal compreendida capital do México é uma das mecas da arte nas Américas. De início, visite o Museo Frida Kahlo na Casa Azul, onde Kahlo nasceu, viveu e morreu. Ele é cheio de lembranças de sua vida, evocando o México dos anos 1940 e sua relação tempestuosa com o famoso muralista Diego Rivera.

Falando nisso, você pode ver grandes murais por toda a cidade. Algumas das obras famosas de Diego estão no Palacio de Bellas Artes, e você encontrará vários murais gigantes nas estações de metrô da Cidade do México, incluindo um “Perfil do Tempo” de 90m² na estação Copilco, no campus da UNAM.

Polinésia Francesa

O pintor pós-impressionista Paul Gauguin precisava fugir de tudo para produzir sua arte. Entra aí o Taiti, na Polinésia Francesa. Ele chegou em 1891 e passou alguns anos produtivos lá antes de seguir para a minúscula Hiva Oa, uma ilha onde construiu a Maison du Jouir (Casa do Prazer) – uma reconstrução pode ser vista atualmente.

Atapetada por flora generosa, cortada por rios tão claros quanto cristal e emoldurada por picos imponentes, Hiva Oa é o tipo do lugar que faz até um mecânico querer pintar. O melhor lugar para se hospedar é o Hiva Oa Pearl Lodge.

Depois desta viagem de cinco paradas, você também vai se ver esboçando umas aquarelas.

Robert Reid – Autor da Lonely Planet

 

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Este artigo foi publicado em Maio de 2013 e foi atualizado em Novembro de 2014.