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Surfe na Pororoca

Bora pegar umas ondas?

Quase todos os meses, quando o alinhamento do Sol e da Lua intensifica as marés, formam-se ondas poderosas na foz de alguns rios. O fenômeno – produzido pelo violento encontro das águas fluviais com as oceânicas – é chamado de pororoca, palavra indígena que significa “estrondo”. De fato, ruidosas ondas avassaladoras, que podem chegar a 4m de altura e velocidade de 30km/h, varrem grandes árvores ao longo do caminho.

Tudo isso é música para os ouvidos de surfistas radicais e praticantes de caiaque, sempre em busca da mítica “onda sem fim”. O recorde de maior percurso é de cerca de 13km, percorridos em 37 minutos. Segundo os surfistas, a pororoca não apenas é mais forte do que uma onda do mar de tamanho parecido, como também muda constantemente de dimensão e velocidade, de acordo com os contornos do rio. Além disso, a água vem carregada de destroços da costa e do fundo do rio, incluindo troncos de árvores e canoas abandonadas (ao menos os jacarés se mantêm à distância).

O Campeonato Nacional de Surfe na Pororoca é realizado desde 1999 no rio Guamá, na cidade de São Domingos do Capim, a 120km de Belém (há uma competição similar no rio Araguari, no Amapá.) O evento ocorre geralmente em março, na Lua cheia mais próxima ao equinócio do outono, quando a pororoca ganha intensidade. A festa atrai surfistas de elite e inclui feiras de rua, apresentações culturais e até mesmo o concurso de Miss Pororoca. A estrada pavimentada facilita o acesso, porém ainda não há transporte direto a partir de Belém – é preciso fazer baldeação em Castanhal. Outra opção é consultar a Amazon Estrela Turismo, uma agência de viagens de Belém que organiza pacotes específicos para o campeonato.

Este artigo foi publicado em Março de 2014 e foi atualizado em Novembro de 2014.