Praga

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Bem-vindo a Praga

 

Praga pode ser todas as coisas, para todo mundo. É tão bela quanto Paris, e sua história se estende por um milênio. E a cerveja? A melhor da Europa.

 

A Revolução de Veludo de 1989, que livrou os tchecos do comunismo, legou à Europa uma pérola comparável a baluartes como Roma, Amsterdã e Londres. Não surpreende que visitantes de todo o mundo cheguem a Praga em massa e, num dia quente de verão, tenha-se a impressão de dividir a Ponte Carlos com o restante da humanidade. Nem mesmo as multidões diminuem o espetáculo de uma ponte de pedra do século 19, um castelo na montanha e um rio calmo e adorável – o Moldava –, que inspiraram uma das peças mais belas e marcantes da música clássica do século 19, Moldau de Smetana.

Os fãs de história moderna ficarão vidrados com os altos e baixos do século 20 na cidade, da fundação do país em 1918 à trágica ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial, o golpe comunista em 1948, a invasão do Pacto de Varsóvia em 1968, e, finalmente, o triunfo de 1989, que levou milhares de manifestantes às ruas e mandou o teatrólogo Václav Havel para o Castelo de Praga.

Desde então, as mudanças só se tornaram mais frenéticas. Os cenários musical e artístico da cidade estão de novo florescentes. O calendário cultural é lotado de eventos e festivais, inclusive a internacionalmente famosa Primavera de Praga, em maio e começo de junho. O padrão dos restaurantes e dos hotéis melhorou muito e está irreconhecível se comparado a apenas uma década atrás.

E, se isso não bastar para atiçar seu interesse, a cerveja é excelente.

 

A vida em Praga

O verão de 2010 encontrou Praga em meio a uma vertiginosa reforma multimilionária que promete finalmente modernizar a cidade, antes uma tediosa capital do bloco oriental. O maior projeto – em termos de impacto e euros – é a construção do túnel rodoviário Blanka, ao norte da cidade, entre o Parque Letná e a estação de metrô Hradčanská. O túnel subterrâneo, de vários quilômetros, será um elo fundamental no anel viário de Praga. Por enquanto (e pelo menos até 2012), o resultado é um caos absoluto. A área em torno de Hradčanská tem uma semelhança mais do que superficial com a Berlim do fim da Segunda Guerra Mundial. O labirinto de linhas de tram que normalmente serpenteia pela área foi completamente desenhado e redesenhado de novo, deixando até os mais veteranos do transporte se perguntando todo dia que linha vai para onde.

Um segundo projeto de reconstrução, crucial para a maioria dos viajantes, é a reforma da estação central de trem (Praha hlavní nádraží). Quando fizemos este guia, seguia acelerado o trabalho de limpar e modernizar o prédio, que, há apenas uns dois anos, poderia facilmente ter ganhado o prêmio de estação mais malcuidada da Europa central. As primeiras fases foram animadoras: o saguão principal está cheio de lojas novas, as áreas de informações e vendas de passagens, mais limpas e mais bem sinalizadas. Esperava-se que as obras promovessem a revitalização do bairro vizinho da Praça Venceslau.

Ao mesmo tempo que reclamam das inconveniências, os tchecos partilham da opinião de que esforços de modernização já tardavam. Tanto o degradado sistema viário da cidade quanto sua decadente estação de trem eram legados da era comunista. Há um consenso geral de que, se Praga tem esperança de algum dia ocupar o devido lugar entre as principais metrópoles europeias, esses passos são necessários e que em breve as linhas de tram voltarão a suas rotas tradicionais.

Última atualização: 08 de Novembro de 2012