Veneza

Veneza

Grandiosidade épica

Não há artéria com nome mais apropriado que o do Grande Canal, cujas margens refletem as glórias da arquitetura veneziana. No fim desse canal que é a marca de Veneza, o Palazzo Ducale e a Basilica di San Marco acrescentam pontos de exclamação duplos. Mas espere até ver o que se esconde nas vielas estreitas: igrejas de bairro com pinturas de Veronese e mármores inestimáveis, vislumbres do paraíso de Tiepolo no forro de abrigos para sem-teto e um pequeno Ticiano que ilumina misteriosamente uma catedral inteira. 

Banquetes venezianos

As ilhas e a aquicultura na lagoa produzem verduras e frutos do mar que não se veem em outro lugar e têm destaque na inventiva culinária local, que conserva traços fascinantes dos antigas rotas de especiarias. A cidade sabe preparar banquetes reais, como constatou Henrique III, da França, recebido com 1.200 pratos e duzentos bombons. Hoje, banquetes como esses são servidos em porções menores nos happy hours, quando os bares oferecem pródigas quantidades de cicheti (tapas venezianas). Reserve espaço e tempo para uma refeição veneziana à mesa, com ingredientes da laguna que façam jus às vistas dos bistrôs às margens do canal, e para brindes com o espumante típico do Vêneto, o prosecco.

Pioneirismo histórico

A cidade construída sobre a água nunca teve medo de tentar o impossível. Quando a peste a atingiu, seus médicos recomendaram uma medida de precaução que salvou incontáveis vidas: a quarentena. Sob ataque dos genoveses, os estaleiros do Arsenale di Venezia inovaram a linha de montagem, produzindo um novo barco de guerra por dia para derrotar os rivais. Depois que Gênova apoiou a aventura de Cristóvão Colombo ao Novo Mundo, a fortuna marítima de Veneza começou a desaparecer. A cidade, no entanto, não deixou de ser o centro do palco mundial: foi a plataforma de lançamento da música barroca e da ópera moderna. 

Desafiando as convenções 

Óculos, sapatos de salto e vestidos sem espartilho são modas venezianas estranhas que os críticos diziam que nunca seriam adotadas por europeus respeitáveis. Quando as prolíficas editoras do Ghetto fizeram circular ideias renascentistas, Roma proibiu Veneza de publicar livros. A cidade foi excomungada por ignorar tais proibições – mas quando reteve o dízimo, Roma se retratou. Os triunfos artísticos de Veneza sobre a censura estão hoje em exibição na Gallerie dell’Accademia.

Última atualização: 23 de Maio de 2014

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